Para
continuar refletindo sobre corações indomáveis hoje nós homenageamos àquele
coração que é o mais indomável dos indomáveis, CORAÇÃO DE PROFESSOR. Os outros corações de quando em vez se deixam
domar pelas situações, submetem suas intuições a razões sem razão. O CORAÇÃO DE PROFESSOR não reconhece
razões, vive com os pés bem fincados na terra, mas a sua mente não tem limites,
desconhece por opção definição de largura, profundidade e de altura.
Para
um CORAÇÃO DE PROFESSOR, elementos
que apequenam o pensamento ou aprisionam a consciência, não fazem parte de seus
valores ou pertences. O verdadeiro CORAÇÃO
DE PROFESSOR não se deixa tomar pelas
medidas casuais ou usuais de quem não
é capaz de ver além do horizonte. Não se consola com canções que obstaculizam o
caminho da letra e da música, não se permite utilizar a expressão verbal BASTA. A linguagem do CORAÇÃO DE PROFESSOR não se contenta
com eufemismos e não se contamina com pontos finais, mas também não é uma dízima
periódica, que se eterniza em repetir-se. Na verdade ele é pura reticência e etc.,
não por ser ignorante, mas porque sabe, que aquilo que hoje não tem uma resposta
adequada, amanhã ou depois de amanhã se tornará construtos ao invés de
conceitos.
O
Indomável CORAÇÃO DE PROFESSOR, não se
torna mestre, porque não para nunca de aprender. Jamais ensina, mas partilha o
que apreendeu. Não empobrece porque dividi, mas enriquece por ser capaz de nada
guardar para si, e assim, como a abelha ou o beija-flor, fecundam as flores, o CORAÇÃO DE PROFESSOR torna fecunda uma
infinidade de mentes e de histórias, que como uma onda se espalha em uma
espiral em direção do infinito.
Ser
indomável não é ser arredio, é saber romper as barreiras com ternura e paciência.
O CORAÇÃO DE PROFESSOR, não tem a
pressa da vida curta, que transgride a história para chegar a algum lugar. Ele respeita
os passos de quem caminha na direção de lugar algum e a todos os lugares. Sem ser
imprudente ele desafia, empurrando para o abismo, aqueles, que insistem em
permanecerem instalados no ninho do comodismo, como a Águia-Mãe faz com seu
Filhote-Águia quando por medo ou por incerteza se apega à segurança de um ninho
que não lhe pertence mais.
O
CORAÇÃO DE PROFESSOR é o mais Indomável
dos indomáveis, simplesmente por não se trancafiar nas poucas linhas de um
texto ou aceitar as condições esquizofrênicas de quem ousa querer transformá-lo
numa ave engaiolando-o. Ele é o com-texto e por isso não há limites de
pensamentos.
Gostaria
de elencar aqui os corações indomáveis, que fazem parte da minha vida
, mas não
quero incorrer em injustiça, e traído pela minha memória deixar fora alguns
destes corações. Mas quando falo do CORAÇÃO
DE PROFESSOR, incluo todos os CORAÇÕES
DE PROFESSORES, que de certa
forma foram responsáveis pelo meu e tantos outros corações, hoje também indomáveis.
Citando dois indomáveis, espero de contemplar todos os demais CORAÇÕES DE PROFESSORES: a Indomável CORA CORALINA e o Indomável PAULO FREIRE.
O
verdadeiro CORAÇÃO DE PROFESSOR é “feliz porque transfere o que sabe e
aprende o que ensina” (Cora Coralina), é “intelectual porque não tem
medo de ser amoroso, e amar as gentes e o mundo. E é porque ama as pessoas e
ama o mundo, que briga para que a justiça social se implante antes da caridade”
(Paulo Freire).
Neste dia em que homenageamos o mais INDOMÁVEL dos Indomáveis, o CORAÇÃO DE PROFESSOR temos a certeza da
partida e não queremos saber aonde chegaremos, e isso nos alerta de nem pensarmos
em retornarmos, porque retorno não existe e por mais absurdo que pareça, os tropeços, as quedas e as feridas fazem
parte da história dos CORAÇÕES
INDOMÁVEIS, assim com as conquistas e os deslumbres de novos infinitos.
PARABÉNS CORAÇÃO
DE PROFESSOR! Que seja INDOMÁVEL
enquanto houver a existência.